quinta-feira, 17 de abril de 2014

Doenças, medicamentos e jejum podem ser causas de boca seca

 
A saliva ajuda na digestão, defende o organismo de contaminações e ainda tem um papel importante na cicatrização e limpeza da boca, além de ser fundamental para o paladar. No entanto, a importância dela só é percebida quando há falta, o que pode indicar vários problemas de saúde, como explicaram o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui e o dentista Gustavo Bastos no Bem Estar desta quarta-feira (19).
Segundo os especialistas, o corpo produz de 1 a 2 ml de saliva por minuto, o que equivale a 90 ml por hora e mais de 2 litros por dia. Essa quantidade que mantém a boca hidratada e lubrificada durante todo o dia, mas podem ocorrer problemas que diminuem essa quantia, levando à boca seca. De acordo com o dentista Gustavo Bastos, acordar com a boca seca é normal já que há uma diminuição na produção de saliva durante a noite, mas se isso se persistir ao longo do dia, não é normal e precisa ser investigado.
Entre as causas de boca seca, estão hábitos como fumo, jejum e respiração bucal, e também medicamentos, desidratação e algumas doenças, como as reumatológicas, diabetes, estresse, depressão e alterações hormonais. Por causa da falta de saliva, o corpo pode ter consequências como ressecamento do lábio, dor de garganta, alterações no paladar, ferida na boca, dificuldades na fala ou para engolir alimentos, aumento de cáries, aumento de infecções periodontais e aumento de inflamações na gengiva.
Fora isso, a boca seca pode também aumentar o risco de mau hálito, como lembrou o dentista Gustavo Bastos. Isso acontece porque a mastigação estimula a salivação e, se a pessoa não come nada, ela não mastiga e a boca fica desidratada. Por isso, a dica é sempre comer alguma coisa entre as refeições para manter a boca saudável.
Saliva valendo (Foto: Arte/G1)
Em caso de boca seca, no entanto, pode ser que seja preciso recorrer à saliva artificial, uma solução produzida por uma universidade de Fortaleza, no Ceará.
A iniciativa começou por causa do grande número de pacientes que tiveram diminuição da produção de saliva após fazerem tratamento com radioterapia para câncer de boca e pescoço, como mostrou a reportagem.
Por outro lado, pode ocorrer ainda o excesso de salivação, especialmente diante de alimentos gostosos. Isso acontece porque o cheiro da comida, ao entrar pelo nariz, chega também aos neurônios, que transmitem uma mensagem para o cérebro.
Dessa maneira, o sistema autônomo é ativado, estimulando o sistema digestivo, que espera a refeição. Com isso, o estômago começa a produzir suco gástrico e as glândulas salivares aumentam a produção de saliva, como explicou o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui.
Existem ainda alguns alimentos que têm o poder de aumentar a salivação, como frutas cítricas e vegetais verde-escuros, além dos vinagres e gomas de mascar.
Como é sua língua?
Segundo o dentista Gustavo Bastos, as características da língua são importantes para identificar alguns problemas de saúde. A língua negra e escura, por exemplo, geralmente é mais comum em pessoas que fumam, como explicou o especialista. Se a cor for branca, é um sinal de que há uma camada de bactérias e talvez seja necessário utilizar um limpador de línguas. Se a língua tiver ranhuras ou rachaduras mais profundas, isso não significa necessariamente que há algum problema.
Dentes molares
Esses dentes nascem por volta dos 6 anos e não são substituídos. O problema é que os pais, nessa idade, já deixam a escovação como responsabilidade dos filhos e, por isso, os molares acabam ignorados. O dentista Gustavo Bastos alerta, porém, que esses dentes são fundamentais para o desenvolvimento de uma mordida saudável e, se não estiverem bem posicionados, podem levar a problemas como crescimento da arcada, dentes projetados, entre outros. Por isso, é fundamental manter uma rotina de bons hábitos de higiene.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O primeiro dente do seu filho: O que esperar?

Tania K. Cowling

Você vê um pontinho branco que pode ser o primeiro dente do seu bebê? Entre 4 e 6 meses de idade, seu pequeno anjinho começará a dentição. Esse é um marco excitante, mas, às vezes, pode virar o sorriso do seu pequenino de cabeça para baixo, já que o nascimento dos dentes pode ser desconfortável. Esse rito de passagem é um momento ideal para coletar dicas sobre dentição e começar a pensar sobre cuidados dentais.
O primeiro dente do bebê 
Mesmo enquanto a boca do seu bebê é só gengiva, não é cedo demais para planejar o cuidado dental. Na hora do banho, tente envolver seu dedo em um paninho limpo e molhado, ou uma gaze de algodão e, gentilmente, esfregar a gengiva da criança. Isso pode estimular a gengiva e dar a ambos o hábito de limpeza oral diária. Você pode descobrir que seu filho começa a babar e colocar na boca tudo que vê. Mantenha um pano úmido disponível para limpar o queixo e evitar irritação e assaduras. Vestir seu filho com um pequeno babador vai manter as roupas secas também. Logo vai começar a ver o primeiro dente do bebê, geralmente começando pelo par inferior frontal. Os dentes costumam vir em pares, então espere um par em cima na sequência.
Como domar as dores da dentição
A primeira pista de que os dentes estão a caminho podem ser mudanças no comportamento do bebê, como agitação e falta de sono. O processo de dentição geralmente dura de 6 meses a 3 anos, com as primeiras erupções sendo as piores. É possível para bebês simplesmente se acostumarem com a sensação da dentição após os primeiros dentes. Uma das melhores coisas que os pais podem fazer é dar aos bebês algo seguro para mastigar. Mordedores, que podem ser  gelados no freezer, ajudam, uma vez que a superfície dura é bem sentida na gengiva do bebê, e o gelo dá um efeito de dormência. Até um paninho gelado pode ser usado para esfregar a gengiva. 
Se esses remédios caseiros não ajudarem seu bebê, e ele começar a ter febre, cheque com o odontopediatra a medicação adequada.
Com os dentes vêm as comidas à mesa
Conforme os dentes aparecem, a primeira comida pode ser apresentada ao bebê. Até então, a maioria dos bebês é amamentada ou alimentada com fórmula de leite, com talvez algum cereal de arroz misturado. Comidas frias e geladas podem ser oferecidas, como compota de maçã sem açúcar, iogurte ou comidas de bebê preparadas para ajudar a aliviar o processo de dentição. Comidas consistentes vêm em seguida. Conforme ela começa a ter dentes, a criança pode estar confortável a experimentar novas texturas de comida. Comece servindo pequenos pedaços de comidas macias, como purê de batatas sem sal, bananas, aveia, macarrão e vegetais bem cozidos (cenouras, ervilhas e batatas-doces). Para proteína, corte a comida em pedaços bem pequenos para que peguem com as mãos, como frango, pedacinhos de ovo cozido duro e carne de porco. Escolha com cuidado as comidas do seu bebê, preferindo aquelas que são fáceis de manusear e não apresentam risco de engasgar.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Comer chocolate reduz o apetite por doces e pode fazer bem para a saúde

Chocolate é uma delícia e é praticamente impossível encontrar alguém que não goste. Apesar de seu valor calórico, o chocolate tem também substâncias que fazem bem à saúde que justificam seu consumo regular e constante - recomenda-se que sejam consumidos de 20 a 40 gramas por dia, preferencialmente os que tenham mais de 60% de cacau, que são os meio amargos e amargos.
No Bem Estar desta quarta-feira (20), o endocrinologista Alfredo Halpern explicou que o doce pode melhorar o humor, reduzir o apetite pode doces, diminuir o colesterol ruim (LDL) e ainda ajudar no bom funcionamento do coração. De acordo com o médico, estudos populacionais mostram que o doce ajuda também na prevenção de doenças cardiovasculares e até mesmo diabetes, por causa de uma substância chamada flavonóide, que funciona como protetora cardiovascular e ajuda a reduzir a formação de placas de gordura.
Info Chocolate Bem Estar (Foto: Arte/G1)
Os flavonóides têm também propriedades anticancerígenas e são eficazes na prevenção da úlcera gástrica, como alertou o endocrinologista. Porém, para adquirir esses benefícios, a nutricionista Vanderli Marchiori explica que o meio amargo é a melhor opção já que tem maior concentração de flavoinoides e antioxidantes, sendo o mais indicado na prevenção das doenças mencionadas pelo endocrinologista.
Os antioxidantes, inclusive, são extremamente importantes porque combatem os radicais livres responsáveis pelo entupimento das artérias e também ajudam a reduzir o colesterol total e os triglicérides. Em uma pesquisa feita pela Universidade de Cornell, foi constatado que o chocolate quente tem ainda mais antioxidantes do que o chá preto e o chá verde, o que mostra a relevância do doce.
No vídeo ao lado, o endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Vanderli Marchiori respondem perguntas dos internautas em um bate-papo exclusivo para a internet.  
Além disso, o chocolate melhora e estimula atividade psicoativa do cérebro, mantendo estável a serotonina, neurotransmissor regulador do humor. Outras substâncias importantes, chamadas alcaloides, como a cafeína e a teobromina, também estimulam o sistema nervoso, melhoram a concentração e dão energia. O endocrinologista explicou ainda que ele pode ser eficiente no alívio dos sintomas da TPM nas mulheres, mas é preciso tomar cuidado sempre com a quantidade ingerida.
Por fim, a dica da nutricionista Vanderli Marchiori é sempre observar o rótulo para ver se há a presença de manteiga e pasta de cacau - quanto mais, melhor e maiores serão os benefícios do produto à saúde.
Além disso, ao ler os ingredientes, é bom saber que o primeiro da lista é o que está em maior quantidade no produto e, se for o caso do açúcar, é preciso reduzir o consumo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A saúde bucal dos idosos



A saúde bucal dos idosos 

Como posso manter uma boa saúde bucal na terceira idade?
Se você cuidar bem dos seus dentes e fizer consultas periódicas com seu dentista, os seus dentes podem durar a vida inteira. Independentemente da idade, você pode ter dentes e gengivas saudáveis se escovar pelo menos três vezes ao dia com creme dental com flúor, se usar fio dental pelo menos uma vez ao dia e se for regularmente ao dentista para exames completos e limpeza.
Que informações sobre a saúde bucal um indivíduo da terceira idade deve ter?
Até mesmo quem escova e usa fio dental regularmente, pode ter alguns problemas específicos. Muitas pessoas na terceira idade usam dentaduras, tomam remédios e têm problemas de saúde geral. Felizmente, seu dentista pode ajudar você a encarar estes desafios com êxito quase que garantido.
  • As cáries e os problemas com a raiz dos dentes são mais comuns em pessoas da terceira idade. Por isso, é importante escovar com um creme dental que contenha flúor, usar fio dental todos os dias e não deixar de ir ao dentista.
  • A sensibilidade pode se agravar com a idade. Com o passar do tempo é normal haver retração gengival que expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental. Estas áreas podem ser particularmente doloridas quando atingidas por alimentos e bebidas quentes ou frias. Nos casos mais severos, pode ocorrer sensibilidade com relação ao ar frio e a alimentos e líquidos doces ou amargos. Se seus dentes estiverem muito sensíveis, tente usar um creme dental apropriado. Se o problema persistir, consulte o dentista já que esta sensibilidade pode indicar a existência de um problema mais sério, como, por exemplo, cárie ou dente fraturado.
  • As pessoas mais velhas se queixam de boca seca com freqüência. Este problema pode ser causado por medicamentos ou por distúrbios da saúde. Se não tratado, pode prejudicar seus dentes. Seu dentista pode recomendar vários métodos para manter sua boca mais úmida, como tratamentos ou remédios adequados para evitar a boca seca.
  • Enfermidades preexistentes (diabete, problemas cardíacos, câncer) podem afetar a saúde da sua boca. Converse com seu dentista sobre quaisquer problemas de saúde existente para que ele possa ter uma visão completa da situação e para que possa ajudar você de forma mais específica.
  • As dentaduras tornam mais fácil a vida de muitas pessoas da terceira idade, mas exigem cuidados especiais. Siga rigorosamente as instruções do seu dentista e, caso ocorra qualquer problema, marque uma consulta. Os portadores de dentaduras definitivas devem fazer um exame bucal geral pelo menos uma vez por ano.
  • A gengivite é um problema que afeta pessoas de todas as idades e que pode se tornar muito sério, especialmente em pessoas de mais de 40 anos. Vários fatores podem agravar a gengivite, inclusive:
    1. Má alimentação.
    2. Higiene bucal inadequada.
    3. Doenças sistêmicas, como a diabete, enfermidades cardíacas e câncer.
    4. Fatores ambientais, tais como o estresse e o fumo.
    5. Certos medicamentos que podem influenciar os problemas gengivais.
  • Como as doenças gengivais são reversíveis em seus primeiros estágios, é importante diagnosticá-las o mais cedo possível. As consultas periódicas garantem o seu diagnóstico e o seu tratamento precoce. É importante saber que a boa higiene bucalevita o aparecimento de enfermidades gengivais.
  • As coroas e pontes são usadas para reforçar dentes danificados ou substituir dentes extraídos. Uma coroa é usada para recobrir um dente que sofreu perda de substância. Ela fortalece a estrutura do dente e melhora a sua aparência, sua forma ou seu alinhamento. As pontes ou próteses fixas são usadas para substituir um ou mais dentes faltantes e são fixadas nos dentes naturais ou nos implantes situados ao lado do espaço deixado pelo dente extraído.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tendência pessoal é a principal causa por trás das acnes

Poucas coisas incomodam mais a autoestima que uma acne. A espinha pode até ser pequena, mas, para quem sente na pele, ela parece muito maior. Isso cria uma série de problemas para essa pessoa, e pode afetá-la nas amizades, no trabalho ou na escola.
O Bem Estar desta segunda-feira (24) revelou o que está por trás das acnes. Os convidados do dia foram a dermatologista Sabrina Alessi e o endocrinologista Alfredo Halpern, que é consultor do programa.
Tendência pessoal
A tendência ao surgimento das espinhas varia de pessoa para pessoa. Cada um possui um tipo de pele, e aqueles que têm pele mais oleosa tendem a ter mais acne.
O que caracteriza a pele oleosa é a produção excessiva de queratina e de sebo. Esse material se acumula nos folículos da pele, o que leva ao surgimento das acnes.
Alimentação
Uma alimentação muito calórica também pode favorecer essa produção excessiva de óleo na pele. Por isso, uma dieta mais leve e balanceada pode ajudar na prevenção – embora não seja garantida de que as espinhas vão desaparecer.
Apesar disso, não há nenhuma evidência científica de que um produto específico tenha influência direta sobre o surgimento das espinhas – nem mesmo chocolate e amendoim, tão comumente citados.
Doenças por trás
A desregulação dos hormônios no corpo também pode levar ao excesso de óleo na pele – e, portanto, à formação de acnes. Por isso, é tão comum que as mulheres, sobretudo as mais novas, tenham mais espinhas quando estão perto de menstruar.
A síndrome do ovário policístico, que altera o ciclo menstrual, pode causar a quantidade de espinhas das meninas. Nesse caso, a pílula anticoncepcional – sob orientação do ginecologista – pode regular o ciclo e, por tabela, ajudar no tratamento das espinhas.
Vários graus
As acnes têm quatro graus de evolução, da mais branda para a mais grave:
- grau 1: cravos
- grau 2: inflamadas (pápulas)
- grau 3: pústulas
- grau 4: nódulos (chegam a causar febre)
Os casos menos graves podem ser tratados com limpeza de pele – em que uma esteticista remove espinhas e cravos de uma forma que evita inflamações – ou com cosméticos. Existem ainda vários tipos de cremes dermatológicos, cada um indicado para um caso específico.
Em casos graves, em que as bactérias causam inflamações na pele, pode ser indicado o uso de antibióticos.
Em último caso, o dermatologista pode receitar a isotretinoína, que reduz a oleosidade da pele e acaba com as espinhas. Apesar de mais eficaz, o medicamento só é recomendado em casos mais graves, porque pode provocar aumento de colesterol. O tratamento leva meses e deve ser acompanhado de perto por um médico, que faz a análise clínica e de exames laboratoriais do paciente.

Fonte: BemEstar.com.br

Como eu sei qual a tonalidade dos meus dentes?

No campo dentário não há um sistema padrão para medir e determinar a tonalidade dos dentes. Assim como também não há uma resposta sobre o quanto seus dentes podem ficar brancos - cada situação pessoal é única. Uma referência comumente usada, no entanto, é um guia de tonalidades.

Um dos guias mais comuns divide a tonalidade dos dentes em uma graduação de quatro tons básicos:
Como eu sei qual a tonalidade dos meus dentes
  • A (marrom avermelhado)
  • B (amarelo avermelhado)
  • C (acinzentado)
  • D (cinza avermelhado)
Dentro de cada graduação existem diferentes níveis de escurecimento - o resultado é uma tabela suficientemente detalhada para que quase todo mundo possa encontrar a exata tonalidade de seu dente no guia.

Para usar o guia, simplesmente compare a tonalidade atual de seu dente com a correspondente na tabela. A tonalidade encontrada estabelece um ponto de partida para determinar o quanto você determina você gostaria que seus dentes ficassem brancos.

O quanto os seus dentes deveriam ficar brancos? Isto depende.

Não existe apenas uma maneira adequada de clarear os dentes. Algumas pessoas querem uma mudança radical e instantânea, enquanto outras preferem um clareamento gradual como os obtidos com gel e creme dental branqueador. O resultado final depende da tonalidade natural do dente, de quanto certas manchas difíceis são de sair e do tipo de tratamento escolhido. Lembre-se:
  • Uma mudança de apenas duas ou três tonalidades pode proporcionar uma sensível diferença em qualquer sorriso.
  • Embora o clareamento possa mudar ocasionalmente a tonalidade do dente nove ou mais graduações, a maioria das pessoas que clareia os dentes nota uma diferença entre duas e sete tonalidades.
  • Cada procedimento tem suas vantagens e desvantagens. Clareamento a laser e outros procedimentos branqueadores realizados em consultório, por exemplo, podem produzir resultados mais satisfatórios, porém sem seu valor mais elevado.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Inflamação na gengiva pode afetar o coração e aumentar risco de infarto

Mau hálito, infecções e inflamações na gengiva, problemas nos dentes e até nos ossos da mandíbula – tudo isso pode ser consequência da falta de higiene e da má escovação. Por isso, é importante tomar alguns cuidados diários com a saúde bucal, como alertou o dentista Giuseppe Romito no Bem Estar desta quinta-feira (24).
No entanto, vale lembrar que a gengiva inflamada pode prejudicar também a saúde do coração. Segundo a cardiologista Denise Hachul, as bactérias causadoras das infecções gengivais podem se espalhar pela corrente sanguínea e chegar aos vasos do coração, onde causam outra inflamação, que diminui o calibre desses vasos e reduz o fluxo sanguíneo, podendo causar doenças coronárias e até mesmo um infarto. Esse acúmulo de bactérias pode ser tão perigoso que o paciente talvez precise se internar para evitar infecções graves, como a sepse.
Para evitar esses problemas, a principal dica é manter sempre os dentes limpos - de acordo com o dentista Giuseppe Romito, os restos de alimento nos dentes, consequência da má escovação, são causas importantes de problemas na gengiva, inclusive pelo surgimento do tártaro. Nesse caso, no entanto, apenas o dentista pode eliminar esse tártaro com equipamentos específicos, como alertou o especialista.
Essa sujeira pode piorar ainda o entupimento das artérias, aumentar as placas de gordura, piorar a diabetes, contribuir para a inflamação das articulações, favorecer o parto prematuro na mulher e a disfunção erétil nos homens, como lembraram os especialistas - tudo por causa da reação inflamatória que a má escovação causa na boca.
Porém, além das inflamações e sangramentos na gengiva, é preciso prestar atenção também ao mau hálito. Se for algo recorrente, que não se resolve com pastilhas, sprays, bochechos ou outras alternativas, deve ser avaliado por um especialista já que pode ser sinal de algum problema no estômago e não na boca.
Pasta de dente (Foto: Arte/G1)
Força da mordida
A mordida do ser humano jovem pesa cerca de 60 quilos, mas essa força varia bastante ao longo da vida.
Com o passar dos anos, os dentes vão nascendo e a força muscular aumenta, também porque a necessidade de mastigação dos alimentos passa a ser diferente. Porém, na terceira idade, essa força diminui como parte de um processo de degeneração natural de todos os músculos do corpo, inclusive os da boca.
Segundo o dentista Artur Cerri, se uma pessoa idosa perde um dente, por exemplo, perde também 33% da efetividade da mastigação, o que pode ser ainda pior dependendo da localização do dente perdido. Para quem sofre com esses problemas, alimentos mais duros costumam ser mais difíceis de serem ingeridos, como mostrou a reportagem da Marina Araújo.
Fonte: BemEstar