quinta-feira, 8 de maio de 2014

Desgaste do esmalte dental e seus sintomas

woman smiling

O desgaste do esmalte dental é uma das diversas causas de dor dental. O desgaste do dente ocorre quando o excesso de ácido desgasta o esmalte dental, que é a capa externa dura que proporciona estrutura aos dentes. Em geral, o cálcio que se encontra naturalmente na saliva ajuda a neutralizar o ácido dos alimentos que são ingeridos e protege o esmalte dental contra desgaste. Mas se numerosos alimentos ou bebidas com elevada acidez são consumidos, o cálcio da saliva pode não ser suficiente. O suco puro de fruta e qualquer tipo de bebida gaseificada (inclusive o refrigerante dietético) são muito ácidos, se você bebe grandes quantidades destas bebidas, pode estar em situação de risco crescente de desgaste dental.
Os sintomas de desgaste dental incluem:
  • Dor dental: se o esmalte está se desgastando, os dentes podem ficar mais sensíveis aos alimentos quentes e frios.
  • Descoloração: os dentes podem ficar mais amarelos, devido a que existe mais dentina (a capa embaixo do esmalte) exposta.
  • Transparência: os dentes anteriores podem ficar mais transparentes perto dos extremos, onde se morde.
  • Rachaduras e indentações: se o esmalte do dente começa a erosionar, os dentes podem formar rachaduras e pequenas indentações ao longo da superfície de mastigação.
Você pode reduzir o risco de desgaste do esmalte dental mantendo ao mínimo a alimentação ácida. Se você bebe bebidas gaseificadas ou suco de frutas, use um canudo para minimizar o contato da bebida com os dentes ou beba-o com as comidas. O ato de mastigar chiclete sem açúcar contribui a estimular a produção de saliva pela boca, o qual ajuda a que os dentes se recuperem da exposição excessiva de ácido.

Fonte: Site Oral-b

terça-feira, 6 de maio de 2014

Dente deve ser escovado durante 2 minutos e, no mínimo, 3 vezes ao dia

Cuidar dos dentes é um hábito que deve ser incentivado desde a infância – tão importante quanto tomar banho, passar cremes ou ter uma alimentação saudável, a escovação deve ser um momento de bem-estar e saúde.
Além de trazer benefícios para si mesmo, a higiene bucal pode também fazer bem para os outros já que previne o mau hálito, assim como dores de dentes e problemas como cáries, gengivite e tártaro.
A recomendação é que os dentes sejam escovados, no mínimo, 3 vezes ao dia durante 2 minutos. Em relação à escolha da escova, o dentista explicou que todas funcionam, desde que sejam confortáveis e usadas do jeito correto - a dica é observar as cerdas que, se estiverem muito gastas, indicam que a pessoa está colocando muita força na escovação. Além disso, é importante trocar as escovas, pelo menos, a cada 3 meses. Para finalizar a higienização da boca, os especialistas lembraram da importância do uso do fio dental que deve ser passado, ao menos, uma vez ao dia, acompanhado do enxaguante bucal.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Você sabe o que é ortodontia?

Ortodontia é uma especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares posicionados de forma inadequada. Dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos precocemente, devido à deterioração e à doença periodontal. Também causam um estresse adicional aos músculos de mastigação que pode levar a dores de cabeça, síndrome da ATM e dores na região do pescoço, dos ombros e das costas. Os dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a sua aparência.
O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.
O especialista neste campo é chamado de ortodontista. Os ortodontistas precisam fazer um curso de especialização, além dos cinco anos do curso regular.
Como saber se preciso de um ortodontista?
Apenas seu dentista ou ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você. Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:
Se você apresenta algum dos problemas abaixo, pode ser um candidato para o tratamento ortodôntico:
  • Sobremordida, algumas vezes chamada de "dentes salientes" — este problema é caracterizado por um excesso vertical da região anterior da maxila e/ou uma sobre-erupção dos dentes dessa região. Nos casos de sobremordida, os dentes anteriores superiores recobrem quase 100% dos dentes inferiores, conferindo um sorriso desagradável e problemas mastigatórios. Os dentes inferiores podem, inclusive, estar tocando no palato e na gengiva do arco superior.
  • Mordida cruzada anterior — uma aparência de "bulldog", quando a arcada inferior está projetada muito à frente ou a arcada superior se posiciona muito atrás.
  • Mordida cruzada — ocorre quando a arcada superior não fica ligeiramente à frente da arcada inferior ao morder normalmente.
  • Mordida aberta— espaço entre as superfícies de mordida dos dentes anteriores e/ou laterais quando os dentes posteriores se juntam.
  • Desvio de linha mediana — ocorre quando o centro da arcada superior não está alinhado com o centro da arcada inferior.
  • Diastema — falhas, ou espaços, entre os dentes como resultado de dentes ausentes ou dentes que não preenchem a boca.
  • Apinhamento —ocorre quando existem dentes demais para se acomodarem na arcada dentária pequena.
Como funciona um tratamento ortodôntico eficaz?
Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares. A gravidade do seu problema é que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e mais eficaz.
Aparelhos fixos podem ser:
  • Aparelho fixo —este é o tipo mais comum de aparelho; consiste de bandas, fios e/ou braquetes. As bandas são fixadas em volta de vários dentes ou um só dente, e utilizadas como âncoras para o aparelho, enquanto que os braquetes são presos na parte externa do dente. Os fios em forma de arco passam através dos braquetes e são ligados às bandas. Apertando-se o arco, os dentes são tracionados, movendo-se gradualmente em direção à posição correta. Os aparelhos fixos são geralmente apertados a cada mês para se obter os resultados desejados, que podem ocorrer no prazo de alguns meses até alguns anos. Atualmente eles são menores, mais leves e exibem bem menos metal que no passado. Podem apresentar cores vivas para as crianças, bem como estilos mais claros, preferidos por muitos adultos.
  • Aparelho fixo especial — utilizados para controlar o hábito de chupar o dedo ou a língua "presa", estes aparelhos são fixados aos dentes através de bandas. Por serem muito desconfortáveis durante as refeições, devem ser utilizados apenas como um último recurso.
  • Mantenedor de espaço fixo — se o dente de leite é perdido precocemente, um protetor de espaço é utilizado para manter este espaço aberto até que o dente permanente nasça. Uma banda é cimentada ao dente próximo ao espaço vazio e um fio é estendido até o dente do outro lado do espaço.
Aparelhos móveis incluem:
  • Niveladores — uma alternativa para os aparelhos convencionais para adultos, niveladores em série estão sendo utilizados por um número crescente de ortodontistas para mover os dentes da mesma forma que os aparelhos fixos, mas sem os fios de aço e os braquetes. Os niveladores são virtualmente invisíveis e removíveis para que o usuário possa se alimentar, escovar os dentes e passar o fio dental.
  • Mantenedores de espaço móveis —estes aparelhos têm a mesma função que os mantenedores fixos. São feitos com uma base acrílica que se encaixa sobre a mandíbula e têm braços de plástico ou arame entre determinados dentes que devem ser mantidos separados.
  • Aparelhos reposicionadores de mandíbula — também chamados de talas, estes aparelhos podem ser utilizados no maxilar superior ou mandíbula, e ajudam a "treinar" a mandíbula a fechar em uma posição mais favorável. São utilizados para disfunções da articulação temporomandibular (ATM).
  • Amortecedores de lábios e bochechas — são destinados a manter os lábios e bochechas afastadas dos dentes. Os músculos dos lábios e bochechas podem exercer pressão sobre os dentes e os amortecedores ajudam a aliviar esta pressão.
  • Expansor palatino — um mecanismo utilizado para alargar o arco da mandíbula superior. Consiste em uma placa de plástico que se encaixa sobre o céu da boca. A pressão externa aplicada sobre a placa por meio de parafusos força as juntas dos ossos do palato a se abrirem para os lados, alargando a área palatina.
  • Contentores móveis — utilizados no céu da boca, estes aparelhos de contenção previnem que os dentes voltem à posição anterior. Podem também ser modificados e utilizados para evitar que a criança chupe o dedo.
  • Aparelho extrabucal — com este aparelho, uma faixa é colocada em volta da parte de trás da cabeça, e ligada a um elástico na frente, ou um arco facial. Este aparelho retarda o crescimento da maxila e mantém os dentes posteriores onde estão, enquanto os dentes anteriores são empurrados para trás.
Mordida cruzada anterior  Mordida abertaApinhamento
Mordida cruzada anteriorMordida abertaApinhamento
Mordida cruzadaSobremordida
CrossbiteOverbite

terça-feira, 29 de abril de 2014

Entenda quais os tratamentos clínicos e cirúrgicos para o suor excessivo

Você costuma suar muito? Em qual parte do corpo? No Bem Estar desta terça-feira (29), a dermatologista Márcia Purceli e o cirurgião torácico Augusto Ishy explicaram como identificar se o suor é normal ou severo. Se aparecem apenas gotículas de suor, mas a umidade é baixa e não é preciso trocar a roupa, isso indica que é um quadro de hiperidrose leve; por outro lado, se essas gotículas escorrem e molham a roupa, causando constrangimento, pode ser sinal de um problema mais grave.
Segundo os especialistas, pacientes que têm suor exagerado e localizado podem recorrer a tratamentos clínicos, como o uso de medicamentos, uso da toxina botulínica e de antitranspirantes, ou ainda tratamentos cirúrgicos, como a simpatectomia torácica, que corta o nervo responsável pela produção exagerada do suor, ou a lipocuretagem, uma espécia de lipoaspiração que tira as glândulas sudoríparas.
Suor (Foto: Arte/G1)
Em relação ao uso de antitranspirantes, a dermatologista Márcia Purceli explica que eles podem ajudar a diminuir o suor excessivo porque bloqueiam mecanicamente as glândulas sudoríparas, diminuindo a transpiração. Os desodorantes, por outro lado, não têm essa função de reduzir o suor e apenas perfumam o corpo e eliminam bactérias que causam mau odor.
A médica falou ainda sobre a disidrose, uma alteração do suor que causa na pele bolinhas de água, parecidas com pequenas bolhas, que coçam e dóem. Muita gente acha que é alergia, mas o problema é causado por questões emocionais e, se não tratado, pode se espalhar pelo corpo, como alertou a dermatologista. O mesmo acontece com as brotoejas, que muitas mães acham que aparecem nos bebês por causa de uma alergia ao suor, mas não é verdade - ela é a inflamação que ocorre quando há a obstrução do canal das glândulas sudoríparas, problema que piora com o calor. Nesse caso, uma receita caseira de duas colheres de sopa de amido de milho misturada na água da banheira do bebê já pode ajudar a controlar as reações.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Mastigar corretamente é o primeiro passo para ter uma boa digestão

Quando paramos para pensar que a digestão é a forma como o corpo aproveita tudo aquilo que comemos, uma coisa fica bem óbvia: mastigar os alimentos corretamente é fundamental para uma alimentação saudável. Esse foi o principal assunto do Bem Estar desta segunda-feira (21).
As convidadas do programa foram a fonoaudióloga Leny Kyrillos e a nutricionista Tânia Rodrigues. Elas explicaram que o ideal é mastigar com os dois lados da boca, usando todos os dentes, o que pode ser feito de forma simultânea ou alternada. Isso garante a saúde da língua, dos dentes e dos músculos da face.
A mastigação é importante porque representa o início da digestão das proteínas e dos carboidratos, e tem uma função diferente para cada uma dessas categorias de alimentos.
A saliva contém uma enzima chamada amilase, que já inicia na boca o processamento químico dos carboidratos. Ou seja, quanto mais tempo um alimento desse tipo – massas, pães, arroz ou batata, por exemplo – fica na boca, mais adiantada está a digestão quando ele chega ao estômago.
Por outro lado, a saliva não atua quimicamente sobre as proteínas – presentes principalmente nas carnes e outros alimentos de origem animal, como ovos. Nesse caso, a importância da mastigação é triturar bem a comida. Quanto menores forem os pedaços que chegam ao estômago, mais fácil será a digestão.
Confira a matéria completa clicando aqui.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Tratamento da cárie no dente de leite evita problemas nos permanentes

Quando o bebê está na barriga da mãe, os dentes de leite já começam a se formar, mas só costumam aparecer quando a criança completa 6 meses de vida.
Depois de alguns anos, esses dentes começam a ficar moles e chega o momento da troca pelos permanentes. Porém, mesmo nessa fase, a criança pode ter complicações, como alertou a especialista em reabilitação oral Ana Paula Uzun no Bem Estar desta quinta-feira (23).
Segundo a especialista, os dentes de leite, apesar de não serem permanentes, podem apresentar complicações. No caso da cárie, por exemplo, muitos pais pensam que não é preciso fazer tratamento já que o dente vai cair, mas isso é um erro. Quando a cárie não é tratada, a bactéria pode entrar pelo canal do dente e promover uma infecção no dente permanente, que está logo abaixo. Com isso, o permanente pode nascer já com alguma imperfeição, como má formação, falta de uma ponta ou manchas.
Fora essas consequências, se não houver o tratamento, a cárie aumenta e pode tomar todo o dente - se ele estiver completamente cariado, o dentista não tem o que fazer a não ser extraí-lo.
O problema é que quando o dente de leite é extraído precocemente, antes de amolecer, ele deixa um espaço que é tomado pelos outros dentes de leite, que se movimentam e interrompem o crescimento dos permanentes. Com isso, os permanentes podem ficar reclusos, crescerem pela metade ou tortos.
Quando o dente amolece e cai naturalmente, muitas crianças ficam na dúvida do que fazer – por exemplo, existem aquelas que jogam no telhado e fazem um pedido, enquanto outras colocam debaixo do travesseiro para a fada pegar e trocar por uma recompensa, como mostrou a reportagem do Rafael Castro, de São Carlos, no interior de São Paulo.
O problema é que esses dentes jogados fora fazem falta para um banco de dentes da USP, na capital paulista – lá, eles são usados para pesquisa e ensino, como explicou o coordenador José Carlos Imparato.
Dentes de qualquer tipo – cariados, restaurados e sadios – podem ser doados pessoalmente no banco ou até pelo correio.
Mas o coordenador alerta que é importante colocar o nome, idade, telefone e email para que eles possam entrar em contato, caso seja necessário. Junto com esses dados, o doador precisa ainda preencher e assinar um termo de doação, permitindo que as pesquisas sejam feitas (se você quer ser doador, clique aqui para imprimir a autorização).
Escovação
Para quem usa aparelho, é bastante difícil fazer a higienização dos dentes. Segundo a especialista em reabilitação oral Ana Paula Uzun, a peça colada no meio do dente dificulta a escovação principalmente perto da gengiva.
Por isso, é importante tomar alguns cuidados com a escovação. O ideal é usar uma escova específica, mas mesmo com a escova comum, é possível limpar essa região. A especialista acrescenta ainda que, para quem não usa aparelho, a escovação deve ser feita começando pelo último dente, de trás, e sempre em movimentos circulares.
Mordida cruzada
Quando ocorre uma alteração no crescimento facial, seja pela perda de dentes precocemente ou até por chupar o dedo na infância, o paciente pode desenvolver a mordida cruzada. Ela acontece quando os dentes de cima estão para dentro dos dentes de baixo, seja apenas de um lado ou dos dois, como explicou o cirurgião bucomaxilofacial Gabriel Pastore.
Em crianças, o tratamento é feito com o aparelho ortodôntico que aproveita a própria força do crescimento para corrigir. Nos adultos não há mais crescimento ósseo e, por isso, o tratamento é feito com cirurgia – sob anestesia geral, ela é feita em hospital, onde o dentista faz três incisões do lado superior dos dentes e depois faz um corte no osso para fragilizá-lo. Dessa maneira, o céu da boca fica mais largo e a mordida é corrigida. Depois da cirurgia, o paciente usa um aparelho por 10 dias para aumentar ainda mais essa expansão.
O médico explica que, quando a mordida cruzada é tratada, além da melhoria estética, o paciente tem também melhora na respiração, na fala e na mastigação.
Restauração
Se o paciente nota uma mancha amarela ou marrom no dente, ele pode se assustar.
Mas se a mancha for branca, também é sinal de preocupação e pode ser o primeiro indício de cárie – se estiver acompanhada de dor, significa inclusive que o problema já está em um estágio avançado. Em caso de lesão por cárie, pode ser que seja necessário fazer uma restauração, assim como em caso de trauma externo, manchas e infiltrações, desgastes ou ausência de dentes.
Para saber qual o material indicado para o procedimento, no entanto, o dentista deve considerar a idade do paciente, o que ele costuma comer e beber e alguns hábitos, como roer unhas e ranger os dentes, que podem fraturar a restauração. No caso da Elisa, por exemplo, mostrada na reportagem da Natália Ariede, o material escolhido foi a resina para igualar o tamanho dos dentes – o lado bom dessa alternativa é que a cor do dente fica semelhante e os reparos são feitos sem grandes transtornos.
Mas existem casos em que a resina não é indicada e materiais mais resistentes, como a porcelana, são as melhores opções. Comparada à resina, a porcelana tem um desgaste menor ao longo do tempo e é produzida em um laboratório especializado – por isso, ela demora mais para chegar e é mais cara.
Essas restaurações que se assemelham à cor do dente são técnicas recentes que passaram a ser mais escolhidas por causa da aparência estética. Por isso, elas acabaram substituindo os procedimentos feitos com amálgama, um material bem escuro e de vida longa, bastante comum antigamente.

Fonte: BemEstar.com.br

terça-feira, 22 de abril de 2014

Micoses, brotoejas, dermatite atópica e alergias são causas de coceira

A coceira é um sintoma e um sinal de alerta que pode indicar que há algo acontecendo com o organismo.
Existem, no entanto, diversas causas para ela que podem ser desde problemas muito simples a doenças mais graves, como renais ou do fígado, por exemplo, como alertaram as dermatologistas Márcia Purceli e Denise Steiner no Bem Estar desta terça-feira (26).
As médicas explicaram que micoses, alergias, brotoejas, picadas de inseto, dermatite atópica  e até mesmo a pele seca são alguns exemplos que podem fazer o corpo coçar – porém, dependendo da situação, existe uma solução específica. De maneira geral, no entanto, a recomendação é evitar coçar muito a região para não causar lesões e infecções.
A brotoeja, por exemplo, uma dermatite inflamatória causada pela obstrução das glândulas sudoríparas, impede a saída do suor e causa, além de coceira, queimação. Se o paciente coça, podem aparecer pequenas lesões e crostas em regiões como tronco, pescoço, axilas e dobras da pele. Mais comum em crianças no verão, as brotoejas aparecem geralmente por causa de ambientes quentes e úmidos, excesso de roupas e agasalho e até pela febre alta - nesse caso, a dica é tomar banho com amido de milho na concentração de 1 colher de sopa para 2 litros de água, como recomendaram as médicas.
Coceira Bem Estar (Foto: Arte/G1)
Para quem sofreu uma picada de inseto, a recomendação é colocar gelo ou alguma pomada.
De acordo com a dermatologista Márcia Purceli, a secreção do inseto que fica na pele é o que causa a coceira e o organismo reage como se fosse uma alergia - em alguns casos, a pele pode até inflamar. Como lembrou a dermatologista Denise Steiner, o uso de repelente é uma maneira eficaz de se proteger contra as picadas.
Outra causa de coceira é a micose, que são manchas brancas ou vermelhas que podem aparecer nas axilas, virilhas e entre os dedos das mãos e pés. Existem vários tipos de micose, mas todos causados por fungos. Segundo a dermatologista Márcia Purceli, o problema é mais comum nos homens e a virilha é a região que mais coça. Geralmente o tratamento dura 30 dias com o uso de antimicótico, mas para evitar a coceira, a dica é secar bem a região e usar roupa de algodão.
Micose 2 (Foto: Arte/G1)
Existe ainda a dermatite de contato, que são as alergias, causadas por determinadas substâncias em pessoas que têm sensibilidade a elas. Por causa disso, surgem lesões avermelhadas que coçam. Segundo as médicas, é importante descobrir a substância responsável pela dermatite, como níquel, borracha, roupas e calçados, cosméticos, perfumes, loções e até mesmo plantas, por exemplo. Se for o caso, a dica é evitar o contato com esses produtos.
Fora a dermatite de contato, há também a dermatite atópica, um processo inflamatório crônico da pele caracterizado por lesões avermelhadas que coçam muito e descamam. Geralmente, essas lesões aparecem no rosto das crianças pequenas e nas dobras do joelho e cotovelos das crianças maiores e adultos, mas segundo a dermatologista Denise Steiner, a maioria dos casos da doença melhora após a puberdade.
Ainda não se sabe o que causa a dermatite atópica, mas existem evidências de que a genética e o histórico familiar de atopias influenciam.
Para quem já tem a doença, alguns fatores de risco podem desencadear as crises, como frio intenso, ambiente seco, calor e transpiração, estresse emocional e até a poeira, como é o caso da pequena Ana Luiza Cavalcante de Araújo, de 6 anos, mostrada na reportagem da Daiana Garbin.
Segundo a dermatologista Denise Steiner, quem tem dermatite atópica pode levar uma vida normal e, como a pele costuma ficar muito seca, deve se preocupar também em se hidratar. Isso porque a pele seca perde sua barreira de proteção, o que contribui para a coceira. Para evitar isso, a dica é hidratar a pele com óleo de amêndoa e vaselina, não usar a bucha e não tomar banho muito quente ou demorado.
Por último, as médicas falaram sobre a dermatite seborreica, mais conhecida como caspa. Se o paciente coça muito a cabeça, pode ser um sinal de alerta dessa inflamação, que surge com o excesso de oleosidade no couro cabeludo.
A dica é usar shampoo anticaspa todos os dias, mas como ele não limpa o cabelo, é bom depois lavá-lo normalmente com shampoo e condicionador normais.
Vitiligo
O Bem Estar desta terça-feira (26) falou ainda sobre vitiligo, uma doença de pele autoimune genética, geralmente desencadeada por problemas emocionais, como mostrou a reportagem da Danielle Borba, de Sorocaba, no interior de São Paulo.
Manchas brancas aparecem pelo corpo e podem aumentar quando o paciente passa por uma situação que abala o emocional, como uma separação, a perda de um parente ou até a chegada de um novo irmão, no caso das crianças, por exemplo.
Segundo as dermatologistas, é fundamental que o paciente procure algo que lhe faça bem para evitar o estresse, como terapia, atividade física, meditação ou ioga, por exemplo. Em alguns casos mais graves, é preciso tratar com corticoide e imunosupressores.